Ās Barricadas

Às Barricadas
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> Negras tormentas agitam os ares
> Nuvens escuras nos impedem de ver
> Ainda que esperemos a dor e a morte
> Contra o inimigo nos chama o dever
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> O bem mais valioso, é a Liberdade
> Lutemos por ela com fé e valor
> Levante a bandeira revolucionária
> Que levará o povo à Libertação!
> Levante a bandeira revolucionária
> Que levará o povo a Libertação!
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> De pé trabalhadores, para a batalha
> Hostes inimigas jamais passarão
> Para as barricadas, para as barricadas
> Pela Vitória de nossa Revolução!
> Para as barricadas, para as barricadas
> Pela Vitória de nossa Revolução!
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> A Internacional
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> De pé, ó vítimas da fome!
> De pé famélicos da terra!
> Da idéia a chama já consome
> A crosta bruta que a soterra.
> Cortai o mal, bem pelo fundo!
> De pé, de pé, não mais senhores!
> Se nada somos em tal mundo,
> Sejamos tudo, ó produtores.
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> Bem unidos façamos,
> Desta luta final bis
> De uma terra sem amos
> A Internacional
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> Messias, deus, chefes supremos
> Nada esperamos de nenhum!
> Sejamos nós que conquistemos
> A Terra mãe livre e comum!
> Para não ter protestos vãos
> Para sair deste antro estreito
> Façamos nós, por nossas mãos
> Tudo a que nós nos diz respeito.
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> Refrão
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> Crime de rico a lei cobre
> O Estado esmaga o oprimido:
> Não há direitos para o pobre
> Ao rico tudo é permitido.
> À opressão não sujeitos!
> Somos iguais todos os seres.
> Não deveres sem direitos,
> Não direitos sem deveres!
> Refrão Abomináveis na grandeza
> Os reis da mina e da fornalha
> Edificaram a riqueza
> Sob o suor de quem trabalha.
> Todo o produto de quem sua
> A corja rica o recolheu
> Querendo que ela o restitua
> O povo quer só o que é seu
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> Refrão
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> Fomos de fumo embriagados.
> Paz entre nós guerra aos senhores!
> Façamos greve de soldados!
> Somos irmãos trabalhadores!
> Se a raça vil, cheia de galas
> Nós quer a força canibais
> Logo verão que as nossas balas
> São para os nossos generais.
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> Refrão
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> Somos do povo dos ativos
> Trabalhador, forte e fecundo
> Pertence a terra aos produtivos!
> Ó parasita deixe o mundo!
> Oh parasita que te nutres
> Do nosso sangue a gotejar
> Se nos faltarem os abutres
> Não deixe o sol de fulgurar!
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> Refrão