São Paulo - O Sindicato dos Caminhoneiros do Estado de São Paulo está fora da greve nacional da categoria, marcada para começar a partir da zero hora de amanhã

São Paulo - O Sindicato dos Caminhoneiros do Estado de São Paulo está fora da greve nacional da categoria, marcada para começar a partir da zero hora de amanhã. O presidente da entidade, Norival de Almeida Silva, disse hoje que a paralisação está sendo utilizada politicamente pelo presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, e que, por esta razão, não vai aderir à greve.

Segundo Silva, apenas uma pequena parte dos caminhoneiros do Estado deverá parar. "As paralisações serão isoladas. Não vou dizer que não haverá nada, mas, com certeza, os problemas serão pequenos", afirmou. O Estado de São Paulo conta com 211 mil caminhoneiros, dos quais 19 mil são associados ao sindicato presidido por Silva.

Na sede do MUBC, no Rio de Janeiro, a informação é de que a greve está mantida para a zero hora de amanhã. Nélio Botelho disse ontem que 350 mil motoristas já estavam parados em suas cidades. A expectativa é de que o movimento conte com o apoio de 1 milhão de caminhoneiros em todo o Brasil. Segundo Botelho, a paralisação é por tempo indeterminado e poderá causar desabastecimento de produtos nas principais cidades brasileiras.

Se os caminhoneiros tentarem parar as estradas ou mesmo deixar seus veículos nos acostamentos, o clima deverá ficar tenso nas rodovias federais. Ontem, o diretor-geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, general Álvaro Vianna de Moraes, divulgou nota oficial comunicando que não permitirá o bloqueio e nem a permanência de caminhões nos acostamentos. Ele prometeu remover ou apreender veículos e aplicar multas de até R$ 190,00.

Os caminhoneiros querem livre trânsito nas praças de pedágio. A proposta do governo é que eles paguem o pedágio e depois recebam o reembolso dos donos das cargas. Eles também reivindicam a revisão na aposentadoria especial e no critério de pesagem das cargas e a ampliação da quantidade de pontos para perda da carteira de habilitação.