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Companheir@s
Nossa ação do 1º de maio aqui em Fortaleza foi uma interessante experiência
- como já havia sido, embora de modo diferente, a dos outros quinhentos -
de manifestação fora dos esquemas da esquerda oficial.
Fizemos, como nos propusemos, um dia de luta contra o mercado e o estado a
partir do contato entre algumas comunidades e indivíduos que têm marchado
juntos na construção de uma alternativa anti-capitalista. Não foi - e nem
esperávamos que fosse - um ato de grandes proporções, em termos numéricos,
mas foi um dia rico de contatos e vivências de uma relação espontânea entre
distintas experiências de auto-organização.
Tivemos manifestações da cultura de resistência ao longo do dia - capoeira,
poesia, dança afro, teatro e música - vividas (e isso é o que me parece
central) longe da lógica do espetáculo, da lógica da massificação e da
passividade. Tivemos, ao longo do dia, a possibilidade de estarmos, tod@s
@s companheir@s discutindo a AGP, discutindo sobre o próprio caráter do
ato, sobre a opressão capitalista, sobre a opressão de gênero, de etnia,
enfim, de estar construindo uma cultura na qual não há espaço para o
discurso autoritário, a verdade pronta dos representantes, mas para a
necessidade do aprofundamento e ampliação de nossas formas de
auto-organização.
Morta de cansada...deixo outras discussões para depois.
Abraços em tod@s
Ilana